Tempos difíceis exigem escolhas complexas que o tempo se encarregará de justificar.

Eu, particularmente, não estou alinhado com muitas das idéias do pré-candidato Jair Bolsonaro. Não acho que o tom com o qual ele aborda certos assuntos seja o ideal no sentido de unir as pessoas em direção a soluções efetivas, mas também não culpo aqueles que o aplaudem. Infelizmente, a  solução para o Brasil parece não passar pela idéia de união ampla do País, mas sim pela mobilização de certos segmentos da sociedade que defendem os ideais da maioria.

Um ponto de discordância. Quando o candidato diz que “não está nem aí” para os bandidos encarcerados porque a preocupação dele é com as pessoas de bem que estão “aqui fora,” não discordo integralmente da sua fala, mas também não posso concordar com a “demonização” de todos aqueles que estão presos pois nem todos estão ali por crimes hediondos. Há caminhos para ressocialização.

Porém, não sou ingenuo para não entender que o tom do discurso do pré-candidato Jair Bolsonaro é a sua grande arma, já que por meio de um extremismo de idéias à direita carregado de certa dose de deboche e fanfarronice, o candidato se coloca como contraponto em relação a algo que grande parte da sociedade brasileira repudia–o liberalismo sexual “extremado” de uma esquerda que tenta a qualquer custo enfraquecer os ideais fundamentais da família e do cristianismo. Colocando-se no extremo oposto, o Jair Bolsonaro se torna a esperança daqueles que ainda conservam apreço aos bons costumes.

O crescimento exponencial do número de seguidores do Jair Bolsonaro no Twitter (hoje em cerca de 640 mil) e as multidões que o mesmo carrega por onde passa em suas andanças pelo Brasil são sintomáticos do “cansaço” da população em relação à corrupção patológica e aos ataques à família brasileira. São exatamente estes dois tópicos que dão força à candidatura do Bolsonaro à presidência da república.

Corrupção patológica. Enquanto escândalos de corrupção envolvendo o Executivo, o Legislativo e até o Judiciário escorrem das manchetes de jornais, o Jair Bolsonaro pode sentar à mesa com tranquilidade, tomar um café e dar uma bela e “ruidosa” risada ao ver seus colegas congressistas com seus rostos estampados nos jornais. Até o dado momento, nenhum fato envolvendo roubo, malversação ou qualquer outro tipo de ilícito maculou a sua imagem. Novamente o Bolsonaro se coloca no extremo oposto–nesse caso da roubalheira nacional.

E quanto aos ataques à família brasileira? Esse, para mim, foi o ponto de inflexão no que diz respeito a encontrar um candidato. Como disse anteriormente, não aprecio o tom extremado do Jair Bolsonaro, mas após aquelas cenas de crianças de 6/7/8 anos sendo precocemente sexualizadas em evento “artístico” no Museu de Arte Moderna em São Paulo, não tenho dúvida que se o Bolsonaro não é a solução mais construtiva, ele é inegavelmente a solução mais efetiva para conter esse ímpeto ultraliberal de alguns partidos de esquerda.

Pela indignação de grande parte da população e pela timidez com a qual alguns “gatos pingados” defenderam a “arte” exposta no Museu de Arte Moderna, chego à conclusão que existe uma quase unanimidade sobre o tema. Crianças não devem ser precocemente sexualizadas mediante a participação em eventos nos quais elas podem tocar homens nus–mesmo que a mãe esteja presente. E aqui posso mencionar outros fatos grotescos camuflados em tempos em tempos de protesto e arte. Lembram da professora em São Paulo, que defecou na calçada? E os símbolos religiosos católicos enfiados no ânus dos “manifestantes” na Parada Gay em São Paulo. Patrocínio Petrobrás.

Portanto, as eleições de 2018 consistirão num choque entre dois extremos–de um lado a esquerda ultraliberal instigando sua militância voraz a lutar por tolerância de forma intolerante; e na ponta oposta, o Jair Bolsonaro representando a última instância conservadora em um País assolado por uma corrupção sistêmica e ameaçado por tentáculos extremistas de forte teor sexual e liberal. Acredito que muitas pessoas votarão em 2018 por uma ou duas “bandeiras,” e não por expectativas mais amplas em relação a um País melhor. A Família estará em primeiro lugar.

Artur Salles Lisboa de Oliveira. 

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6 comentários em “Por qual razão votar no Bolsonaro?

  1. Excelente texto. Infelizmente o Brasil precusa de um tratamento de choque. Não vejo outro candidato à altura do Bolsonaro pra fazer isso. A minha primeira opção seria uma Intervenção Militar . Caso não aconteça Bolsonaro.

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  2. Boa tarde.
    Excelente ponto e vista. Ainda não defini o meu voto entre os possíveis candidatos que se mostraram até hoje. Tenho a mesma visão sobre o Bolsonaro, está muito no extemo, mas não seria isso a solução? Vi um vídeo dele que fala sobre uma escola no Estado do Amazonas que teve sua administração assumida por militares e houve um grande ganho educacional. Acredito que precisamos de um novo conceito político e social para conseguirmos mostrar aos nossos jovens a diferença entre liberdade e libertinagem, certo e errado, não travando o processo criativo ou empreendedor. Não teremos uma pátria forte enquanto nossos jovens e crianças forem manipulados pela mídia. Acredito muito que a chave do futuro é ter uma base educacional forte e para isso, devemos rever nossos conceitos.

    Por outro lado, pesa contra o Bolsonaro, além de nao ter visto nada sobre os planos para a economia nacional, o distanciamento que poderá existir entre os poderes executivo e legislativo. Será que teria apoio para governar esse grande Pais?

    Abraços.

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  3. POR QUE JAIR BOLSONARO? No Brasil de hoje, com o padrão moral que têm os nossos politicos, é um luxo haver alguém com o histórico de honestidade e disposição de lutar contra todo esse podre poder corrupto que nos governa há décadas. Não precisamos do candidato mais bonito, mais boa praça, mais humilde ou mais letrado do Brasil no poder, aliás, os mais argutos estão ainda lá e jamais seriam expostos, não fosse a Lava Jato. Não precisamos de conciadores notáveis, estamos numa guerra do bem (moral, limites, ética, princípios) X o mal (corrupção generalizada e persistente da classe política). Não precisamos de politícos frouxos e muito menos com o rabo preso, pois eleição após eleição são a única alternativa, alardeando os males dos petistas e afins e depois voltam a se calar, numa acomodação criminosa e com o rabo também sujo e malcheiroso. Precisamos então de quê? De um herói? Não, apenas de um Homem que tem algo acima do que tem a maioria dos politicos comuns: Sentimento de Dever. Aliás, sentimento esse muito mais impregnado no militar (que ele também é) do que na quase totalidade do público civil. A noção de sacrifício pela causa é quase que impensável fora desse meio e principalmente dentre as pessoas da atual sociedade propositadamente deformada e afastada de qualquer compromisso cívico. Só valores sendo cultuados e bons exemplos recompensados podem fazer acordar, dentro das pessoas que prezam a ordem e o progresso, a força necessária para sair do marasmo e desesperança e dar novo alento a quem acredita em dias melhores… em justiça, inclusive a social… em respeito e em coisas jamais alcançadas enquanto esses exploradores da Pátria estiverem com seus caninos cravados nas veias do Brasil. Se Bolsonaro sozinho não é capaz de salvar o Brasil, que é uma verdade, posto que será presidente e não messias, evidente que precisará de ajuda. E tudo que fez, desde que pregava no deserto, sozinho, ridicularizado por anos, denunciando esses crápulas desnudados nesses últimos três anos, sua postura firme, responsável e zero de denúncias ligadas à corrupção o credencia a ter meu respeito, meu, voto e minha humilde ajuda para o que ele precisar!

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  4. COMENTÁRIO DE MARCELO OLIVEIRA.
    Artur, caríssimo, permita que expresse minha opinião. Infelizmente eu discordo do que escreveste, pois não enxergo a veracidade da sua argumentação. Desde já quero registrar que o sr. Bolsonaro não é meu candidato ideal, mas reconheço que não há melhor opção. Entretanto, não acredito que o fato do mesmo não ser indiciado em nenhuma das atrocidades e falcatruas que a nossa classe política, quase na totalidade, está envolvida, deveria ser apontada como uma virtude, quando na verdade deveria ser um atributo básico para qualquer administrador público. Quanto as lutas pela defesa da moral e dignidade do brasileiro, outro atributo básico, provém de uma orientação cristã do qual o mesmo faz parte, mas que também deixa a desejar quando se fala em controle de natalidade, algo contra a vida e contra a família. Fora isso, eu vejo muito particularmente uma semelhança entre a campanha de Bolsonaro e do Collor há tempos atrás Será que estamos repetindo os mesmos erros?

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